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A Taste Atlas é realista no que toca à diversidade gastronómica portuguesa e em geral?

Atualizado: 28 de dez. de 2024

Ao longo dos últimos anos que sigo o Instagram da Taste Atlas, tenho vindo a apreciar os seus Reels com as confecções gastronómicas de diversos países. No entanto, também tenho vindo a ser uma critica assídua no que toca às suas eleições. Para além de ver as publicações, também sou uma leitora assídua dos comentários. E confesso que, ao longo destes 2 anos, tenho vindo a ficar cada vez mais céptica com o que é referido, seja a nível nacional, seja a nível internacional. O número de pessoas, dos mais diversos países, que comentam e criticam as publicações do Taste Atlas é enorme e as suas críticas são bastante válidas. Muitos criticam a origem de determinados pratos, pães, ou sobremesas, ou mesmo a qualidade de certa gastronomia em geral nos seus "rankings", e sinceramente, acabo por concordar mais com os comentários dos nativos e comentadores, do que com o que é publicado pela Taste Atlas. 

Ora vejamos:  

No que toca a publicações de gastronomia portuguesa, a escolha da mesma chega a ser muito rasa e pobre face à diversidade. Portugal é um país com enorme cultura gastronómica e diversificada por regiões. E sempre que vejo os "rankings", verifico que as escolhas são muito aquém do que Portugal tem a oferecer nesta área. O que suscita a dúvida de onde a Taste Atlas vai buscar a informação da gastronomia portuguesa. Para além que, é muito habitual confundir as nossas sobremesas com a pastelaria em geral, e o caso que mais sobressai é relativamente o do famoso Pastel de Nata. Este bolo é repetidamente classificado como sobremesa, inclusive, foi considerado pela Taste Atlas a melhor sobremesa e pastelaria do Mundo! Isto pode gerar alguma confusão nos turistas que querem visitar Portugal, e que irão querer prová-lo num restaurante. A desilusão é uma certeza, pois no menu dos restaurantes o que vão encontrar é Baba de Camelo, o Doce da Avó, Mousse de Chocolate, Bolo de Bolacha, e outras mais. 

Relativamente à última eleição de melhores pratos, em 18º lugar foi eleito as Ameijoas à Bulhão Pato. Mas quem é português, ou bom apreciador da nossa gastronomia, vai perceber que falamos dum petisco, e não dum prato que se come habitualmente ao almoço ou ao jantar. Isto não invalida que haja quem prefira comer ameijoas numa destas refeições, mas talvez como entrada, ou então, passa alguma fome, ou vai com pouco apetite! Em 39º lugar encontramos a Carne de Porco à Alentejana, e aqui está bem atribuído na listagem como sendo um prato. Mas não haverá melhor na nossa gastronomia para estar nessa listagem? Óbvio que, dependendo do gosto de cada um de nós, poderíamos eleger uma diversidade enorme: Leitão à Bairrada; Açordas várias; Migas; Secretos de Porco Preto grelhados; Arroz de Marisco; Polvo ou Bacalhau à Lagareiro; e tantos mais, pois a nossa variedade é enorme e riquíssima! Em 85º lugar aparece um Frango Assado com Piripiri... e este, prefiro nem tecer comentário, pois acho que estamos todos a pensar o mesmo! O Bolo do Caco surgiu como sendo 86º melhor prato do Mundo, e nem sequer é um prato, mas sim um tipo de pão. Seria até aceitável colocá-lo na lista da pastelaria, visto ter a denominação de bolo, mas se a Taste Atlas quer atribuir prémios, deverá ter conhecimento de causa do que está a colocar nas suas listagens, visto que é a sua especialidade atribuir prémios de gastronomia aos diversos países. Será que quem faz estas listagens já provou algum dos pratos listados? Quem faz estas listagens, onde se baseia para seleccionar os diversos pratos, sobremesas, pães, bolos, queijos, licores, etc...? Não seria mais correcto e fidedigno ter uma pessoa, pelo menos, em cada país para ajudar a construir estas listagens, de forma a serem mais assertivas? Que credibilidade passam aos seus seguidores? Quem se responsabiliza pelas decepções dos turistas aquando das suas tomadas de decisões do que comer, onde comer, baseado no que o Taste Atlas publica? Adiante… 

Passamos à eleição “100 Best Cousine in the World”, e Portugal iguala na pontuação com a nossa vizinha Espanha, e com a Turquia, com 4.5 estrelas. Muito honestamente, da gastronomia espanhola, e das minhas experiências, só mesmo as famosas Tapas se safam, mas gostos são gostos! Talvez tenha escolhido mal os restaurantes... 

De seguida, analisemos o “ranking” de Portugal relativamente ao “100 Best Food Regions”, onde se destacou o Alentejo em 9º lugar, com 4.36 estrelas, a seguir Trás-os-Montes em 14º lugar, com 4.34 estrelas, O Algarve em 20º lugar, com 4.20 estrelas (?), Açores em 51º lugar, com 4.17 estrelas, em 80º lugar Bragança, com 4.10 estrelas, Vila Real em 81º lugar, com 4.09 estrelas, e por fim, Santarém em 91º lugar, com 4.07 estrelas. Estranho que apareça o Algarve e não o Porto, concordam comigo? E Nova York em 39º lugar, o que acham? Não posso comentar pois nunca comi lá!  

Depois no “Best Food Cities” aparece Lisboa em 27º lugar com 4.59 estrelas, depois de cidades como Madrid, Nova York, São Francisco, Nova Orleães, e em grande destaque diversas cidades italianas. Será que é mesmo em Lisboa que se encontra a melhor gastronomia portuguesa?  

Noutro “ranking” encontramos o nome de Portugal em 8 nomeações, no “Best Foods by Category”. E na categoria dos queijos, está em 5º lugar o nosso maravilhoso Queijo da Serra da Estrela, com 4.6 estrelas, e em 21º lugar, outro maravilhoso queijo, o Queijo de Azeitão, com 4.5 estrelas. Não foi má atribuição, mas ainda aguardo que um dia apareça nesta listagem o nosso Queijo Fresco de cabra ou de ovelha. No que toca à categoria de “carnes”, aparece em 4º lugar o Paio de Beja, com 4.7 estrelas, o Presunto do Alentejo em 9º lugar, com 4.6 estrelas, o Presunto de Barrancos em 16º lugar, com 4.5 estrelas, em 18º lugar o Presunto de Campo Maior e Elvas, com 4.5 estrelas, e em 19º o Presunto de Vinhais com 4.5 estrelas. Nos primeiros lugares ficou Espanha. No que toca à categoria de sopas, Portugal nem consta nesta lista. Nem uma Canja de Galinha, nem um Caldo Verde, nem mesmo uma Sopa da Pedra! Nada!  

No “ranking” dos 100 melhores restaurantes, temos em: 25º lugar o Café Santiago, no Porto, com a sua especialidade a Francesinha; em 27º lugar a Adega das Gravatas, em Lisboa, com a especialidade Polvo à Lagareiro; e em 72º lugar Laurentina - O Rei do Bacalhau, com a especialidade o Bacalhau, fazendo jus ao nome. 

Entretanto, fiquei muito surpresa com a eleição dum livro de receitas portuguesas, em 46º lugar, no “ranking” “Most Legendary Cookbooks”, do livro duma autora com o nome de Stacy. E é isto! Palavras para quê? 

Estarei a ser muito rígida nas minhas críticas? Gostava de saber as vossas opiniões nos comentários. Irei ler e responder! E já agora, depois desta leitura, e como bons apreciadores de gastronomia que somos, e apostando que vos deu alguma fome, desejos de bom apetite!


Polvo à Lagareiro - Imagem Ruralea
Polvo à Lagareiro - Imagem Ruralea


 
 
 

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